Machu Picchu: como chegar por trilha alternativa
Quando pensamos em Machu Picchu, vem à cabeça a palavra “aventura”, “trilha”. Neste post vou apresentar uma trilha alternativa (porém segura e mais barata) para chegar a Machu Picchu: a Inka Jungle Trail.
Claro que o Peru tem inúmeras atrações imperdíveis, cultura riquíssima e lindas paisagens. Mas, quando falamos na terra os Incas, é impossível não lembrar de Machu Picchu.
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Ninguém é obrigado a incluir a cidade sagrada no roteiro, mas, se você tiver um pouquinho de vontade de ir a Machu Picchu, se apegue a esta vontade e vá.
É um dos lugares que todo viajante deveria conhecer. Mesmo que você, assim como eu, não seja tão ligado na cultura Inca, existem vários motivos para Machu Picchu estar presente na lista de destinos de todo viajante.
Neste post você encontra:
Como chegar a Machu Picchu
Para conhecer Machu Picchu, o viajante deve ir até a Cidade de Cusco, berço da civilização Inca. A cidade em si já vale a viagem.

A arquitetura diferenciada, os costumes locais, a comida peruana, as igrejas e praças cusqueñas. Estes são motivos para separar no mínimo dois dias em seu roteiro exclusivamente para a cidade de Cusco.

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Muito obrigado e boa viagem!
De lá, pode-se fazer outros passeios, tanto no esquema bate-e-volta como um tour mais prolongado.
Atrações próximas a Cusco
Assim como o Peru não é apenas Machu Picchu, Cusco também não é só isso. Estando em Cusco, você pode visitar:

- Vale Sagrado dos Incas
- Rainbow Mountain
- Santuário Animal de Cochahuasi (não é um Zoológico)
- Sítios arqueológicos como Puca Pucara, Tambomachay, Sacsayhuaman, Ollantaytambo e outros.

A famosa Trilha Inca
É uma trilha que quase todo viajante que se considera um “mochileiro” tem vontade de fazer. Eu mesmo, quando comecei a me descobrir um viajante mais “independente” e “aventureiro” estava decidido a fazer a famosa trilha.
Porém, devido a motivos de força maior (isso lá no ano de 2008), abortei a missão. Mas em 2009 lá estava eu planejando a tão sonhada trilha rumo a Machu Picchu.
A Trilha Inca (original) tem duração de 4 dias em meio a selva peruana, com acompanhamento de guias e carregadores de equipamentos, além de locais certos para acampamento ou alojamento e muitas paisagens incríveis.
É o modo mais difícil e mais “raíz” de se chegar a Machu Picchu. Porém, devido ao apelo que a Trilha Inca “oficial” tem, às vezes os fatores planejamento e dinheiro podem complicar o viajante.
Tentando fazer a Trilha Inca
Reserva antecipada, gastos não muito baixos, concorrência grande, limite de pessoas. Estes são alguns pontos que podem fazer com que o viajante que planeja chegar ao ápice dos “mochilões sulamericanos” veja adiada (ou deixada de lado) a tão famosa Trilha Inca
Eu e minha companheira da viagem a Cusco tentamos comprar os ingressos direto do Brasil. Sem sucesso. Era 2009, mas a Internet não era tudo isso que é hoje.
Hoje em dia, você pode fazer suas reservas para Machu Picchu em apenas alguns cliques.
Nós fomos até o posto de turismo em Cusco assim que chegamos na cidade. Este local era onde poderíamos tentar fazer nossa reserva para a Trilha Inca “famosona”.
Mesmo chegando alguns dia antes da data que pretendíamos visitar Machu Picchu, não conseguimos mais vaga na trilha.
Após caminhar e negociar bastante em volta da Plaza de Armas de Cusco, fechamos um tour com uma trilha alternativa para Machu Picchu: a Inka Jungle Trail.
Inca Jungle Trail

Este modo “genérico”, mais popular, da famosa trilha combina trekking e downhill leve/moderado. É uma trilha alternativa até Machu Picchu mas que não deixa a desejar em emoção.
Várias são as agências de turismo que oferecem esta trilha alternativa a Machu Picchu, podendo ser encontradas com facilidade em uma caminhada pelos arredores da Plaza de Armas de Cusco.
Preço
Os preços variam de acordo com as acomodações e staff oferecidos pelas equipes, mas saem cerca de metade do valor pago para se fazer a trilha principal.
Resumo
Começamos com um dia de bike, descendo terrenos bastante acidentados. O segundo e o terceiro dias são inteiros de caminhada pela selva peruana e encostas. A trilha é concluída no quarto dia, com a tão esperada ida à cidade sagrada dos Incas.
Dia 1 – Ollantaytambo e downhill até Santa María
Iniciamos a aventura bem cedo, cerca de sete da manhã. Os grupos se encontram com seus guias no Centro cusqueño, onde fomos acomodados em vans rumo a Ollantaytambo.

De lá, depois de parada para ajustes, seguimos para Puerto Málaga, a mais de 4000 msnm. Esta primeira parte já traz paisagens exuberantes, com montanhas nevadas e despenhadeiros nos acompanhando por boa parte da viagem que dura cerca de duas horas.

Em Puerto Málaga se inicia o downhill de cerca de três horas de duração. São trechos bastante acidentados e que exigem dos aventureiros um pouco de força e preparo físico.

O final do primeiro dia é no vilarejo de Santa Maria, onde as equipes são acomodadas em simples casas/pousadas e podemos desfrutar de comida típica.
Vale lembrar que tanto as refeições quanto os equipamentos (bicicletas, acessórios de segurança) são totalmente fornecidos pelas empresas de turismo.




Dia 2 – caminhada pesada e belas paisagens
No segundo dia, claramente o mais árduo, fizemos o trajeto de Santa Maria até Santa Teresa. Foi um dia difícil. Tivemos a caminhada mais longa em um dia de muito calor. Era setembro. Se você vai para Cusco nessa época, prepare-se.

Foram cerca de sete horas de caminhada em terrenos acidentados e muitos trechos bastante íngremes. Para aliviar o cansaço, são feitas paradas em casas de moradores locais e em cachoeiras.
Estas encostas me proporcionaram paisagens que estão entre as mais belas que já vi e minhas viagens. Percorremos grande extensão do Rio Urubamba em um dos mais belos trechos de seu curso.


Descanso merecido! Após um dia inteiro andando, finalmente a chegada a Santa Teresa! A hospedagem oferecida neste vilarejo foi bem melhor que a de Santa Maria, mas ainda ficou longe de ser um hotel 3 estrelas.

Dia 3 – Hidrelétrica e Águas Calientes
Já o terceiro dia é mais leve. Partimos ainda cedo rumo à Hidrelétrica: uma pequena caminhada e o resto do percurso é feito de van.
De lá, basta seguir o trilho do trem que leva a Aguas Calientes. São cerca de duas horas de caminhada leve, em terreno plano e muitos mosquitos. Leve repelente.


Porém, os insetos não foram as únicas companhias até nosso destino, pois juntou-se a nós um cão que caminhou todo o tempo com o grupo neste último trecho do terceiro dia. Às vezes outros cães apareciam e nos acompanhavam por um trecho.

Aguas Calientes
Chegamos em Aguas Calientes por volta de 14h. A hospedagem, desta vez em hotel, também estava inclusa no pacote.


Pelo fato de o resto do dia ser livre, saímos para conhecer a pequena vila. Hoje em dia existem muitas opções de hotéis e restaurantes muito bons. Na época que fui, as coisas eram um pouco mais simples.
Monte Putucusi (Phutuq K’usi)

Após o almoço meu grupo decidiu, juntamente com o guia que nos acompanhava desde Cusco nesta aventura de 4 dias, dar um pouco de emoção a nossa tarde: subimos o Monte Putucusi (Phutuq K’usi).
Vale a pena encarar a subida da montanha que nos leva a 2560 m.s.n.m. Indica-se fazer esta subida acompanhado de guia local.
Com uma pequena caminhada chega-se ao pé do monte, mas, para subir, é preciso enfrentar cerca de uma hora de trekking e cerca de cinco ‘lances’ de escadas rústicas, feitas com troncos e galhos.

Nestas escadas deve-se segurar muito bem nas laterais e não olhar para baixo, mesmo para os que não têm medo de altura. Na chegada ao topo, todo o esforço é recompensado com a sensação única de poder avistar Machu Picchu, onde estaríamos no dia seguinte.

Dia 4 – subida a Machu Picchu
No grande dia, o quarto da aventura, acordamos por volta das 4 da manhã para a caminhada final rumo a Machu Picchu. Porém, decidi dormir um pouco mais e meu grupo foi na frente.
Saí cerca de 1 hora depois, aproximadamente entre 6:00 e 6:30 da manhã. Os ônibus já circulavam subindo até a cidade sagrada no momento em que eu fazia, sozinho, o caminho.

À pé, leva-se entre quarenta minutos e uma hora pelas subidas em ziguezague. Pode-se completar o trajeto em um tempo menor, caso sejam pegos atalhos que levam de um patamar a outro, evitando o vai-e-vem em cada trecho da subida.
Foi o que fiz. Evitei este trajeto da foto abaixo.

A Inka Jungle Trail é uma opção segura de trilha alternativa e menos badalada que a famosa Trilha Inca, aquela que é bastante procurada pelos aventureiros que vão a Machu Picchu.
Outras opções para chegar a Machu Picchu
Para quem não tem muito tempo ou para quem prefere o conforto às aventuras em meio à selva peruana, há a opção menos cansativa e mais rápida: combinação de trem + ônibus direto de Cusco, em um só dia.
Você também pode pernoitar em Águas Calientes para subir no dia seguinte a Machu Picchu ou combinar o Valle Sagrado com Águas Calientes.
Enfim, existem opções para todo tipo de viajante!
Machu Picchu por si só já é um lugar único, cheio de enigmas, histórias, lendas. Cada pessoa que vai ao santuário leva pra casa uma experiência diferente.
Cada caminho que nos leva até lá apresenta surpresas distintas, paisagens inesquecíveis e a certeza de que podemos realizar várias vezes o “sonho mochileiro” de chegar ao “umbigo do mundo”!
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